ETERNO
A noite dormiu...
Mergulhada em sua própria escuridão
Envolvida pelo seu silêncio
Enlevada pela madrugada...
Nem o cintilar da estrelas
Nem a lua que desmaia
Pode despertá-la
Suave como uma mulher
Ela passa
Tão lentamente
Que engana a gente
A aurora se espreguiça
Aurirrósea
Desperta de mansinho
E se abre num espetáculo
Nasceu o filho da noite
E reinará absoluto
Até que o sol se põe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário